Vendas de arte de rua populares on-line

Os leilões de arte de rua, transmitidos ao vivo pela Internet, atraem tanto os novatos quanto os colecionadores experientes, que não hesitam em dar lances de até várias dezenas de milhares de euros, sem ter visto a obra cobiçada antes. sem ter visto a cobiçada obra antes.
Por Diane Zorzi, em parceria com a Interencheres

A arte de rua nasceu nas ruas, mas desde então se espalhou para galerias e salas de leilão, e agora está tomando conta da Web. Nos últimos anos, cada vez mais artistas de rua têm aproveitado os sites de redes sociais para divulgar e promover seu trabalho, e as casas de leilão estão enriquecendo seus catálogos dessa forma. "O Instagram nos permite ficar a par das últimas notícias sobre arte de rua e também conhecer novos artistas. Estamos sempre interessados em apresentar novos artistas ao público e, muitas vezes, é por meio dessa rede social que entramos em contato com eles para incluir suas obras em nossas próximas vendas", explica Katy Criton, especialista em arte contemporânea da casa de leilões Rennes, de Carole Jézéquel. Se os artistas de rua também estão presentes na Internet, é porque eles falam com uma geração que nasceu com esses novos meios de comunicação. Esse é um público que os leiloeiros, redobrando sua inventividade, conseguiram converter em leilões graças às vendas transmitidas ao vivo pela Internet.

Acompanhe o show ao vivo

Em março passado, Carole Jézéquel organizou uma venda dedicada à Street Art, com cerca de cem obras de artistas nacionais e internacionais, incluindo peças de algumas das figuras mais emblemáticas do movimento, como Jonone e Obey. Para a ocasião, o leiloeiro de Rennes escolheu ocupar a cafeteria de um dos locais mais emblemáticos da cidade: o Mabilay. "Escolhemos esse edifício, projetado pelo arquiteto Louis Arretche em 1973, porque ele viu o nascimento da Minitel. Foi uma maneira de nos lembrar que os artistas urbanos estavam entre os primeiros a usar as redes sociais para divulgar seu trabalho", explica ela. A venda, aberta ao público na sala de leilões, foi transmitida ao vivo simultaneamente pela Internet. Essa foi uma maneira de a leiloeira continuar o show na sala de leilões e, ao mesmo tempo, ampliar seu público, com os usuários da Internet acompanhando o leilão por trás de suas telas. "A transmissão ao vivo nos permitiu captar a atenção dos entusiastas da arte urbana, que geralmente estão na faixa dos 30 ou 40 anos e estão familiarizados com as compras on-line. É uma boa maneira de atrair um novo público para esses leilões de Arte Urbana, cujas obras geralmente são vendidas por preços muito acessíveis", explica Katy Criton.

Funciona para atender a todos os orçamentos

Embora seja mais fácil apreciar a qualidade estética de um múltiplo em uma tela, a compra on-line não impede que os internautas adquiram uma tela ou escultura única. Na venda de 12 de março, eles escolheram uma serigrafia de Obey e uma litografia de C215, que foram vendidas por 80 e
500, e uma escultura em resina da Imbue e uma pintura em aerossol da LELE, que saíram por €120 e €470. "Mesmo que não tenham visto a obra pessoalmente, os usuários da Internet podem ver todos os detalhes graças às fotografias que fornecemos quando eles nos perguntam antes da venda", explica Katy Criton. O orçamento também não é um critério nas decisões de compra dos usuários da Internet, que não hesitam em dar lances de até vários milhares de euros pela obra que desejam. Um bom exemplo disso é uma pintura do artista WEN2, de Brest, que foi arrematada por até 3.300 euros em um leilão ao vivo em março. "Os leilões ao vivo vendem todos os tipos de obras, desde peças que custam 100 euros até aquelas que custam dezenas de milhares de euros. A arte ao vivo não é apenas para neófitos, é também para colecionadores experientes. E isso é ainda mais verdadeiro agora que o leilão foi confinado, o que atraiu ainda mais licitantes para esse modo de aquisição. Com base nesse sucesso, a casa de leilões sediada em Rennes oferecerá uma nova venda de Street Art em outubro, transmitida ao vivo da casa de leilões. "Na Bretanha, somos a única casa de leilões a organizar vendas dedicadas a esse movimento artístico. No entanto, a cena urbana é muito ativa nessa região. Portanto, era particularmente importante para nós promover esses artistas por meio de nossas vendas, que, graças às transmissões ao vivo, atingem um público local, nacional e internacional", explica Katy Criton.

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